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Saúde debate ; 46(spe7): 157-168, 2022. tab
Article in Portuguese | LILACS-Express | LILACS | ID: biblio-1424600

ABSTRACT

RESUMO A Profilaxia Pós-Exposição (PEP) para o HIV constitui-se como uma tecnologia biomédica, ofertada em casos de violência sexual e acidente ocupacional desde o início dos anos 2000, tendo sua oferta ampliada para as situações de relações sexuais consentidas após 2010. Apesar de classificada como biomédica, sua oferta e sua execução são mediadas por tecnologias relacionais, perpassadas por sentidos socialmente construídos. Este trabalho teve como objetivo interrogar os discursos produzidos acerca da oferta da PEP sexual entre trabalhadoras de saúde. A pesquisa possui inspiração na perspectiva genealógica de Michel Foucault, com base na necessidade de problematizar as relações de poder a partir dos discursos e conhecimentos dos profissionais de saúde que atuam com a efetivação da PEP sexual em um município de médio porte da região central do Paraná. Foram realizadas 12 entrevistas com gestoras da política de HIV/Aids e trabalhadoras dos serviços que ofertam a PEP sexual. Discutem-se os discursos que permeiam a PEP sexual, colocando em evidência tanto o direito ao seu acesso e ampliação de possibilidades preventivas quanto os discursos prescritivos que perpassam e constrangem a sua oferta. Conclui-se que é necessário qualificar o acesso à PEP sexual, afirmando-a como uma prática de liberdade.


ABSTRACT Post-Exposure Prophylaxis (PEP) for HIV is a biomedical technology, offered in cases of sexual violence and occupational accidents since the early 2000s, with its offer expanded to situations of consensual sexual relations after 2010. Despite being classified as biomedical, its offer and execution is mediated by relational technologies, permeated by socially constructed meanings. This study aimed to question the discourses produced on the offer of PEP among health workers. The research is inspired by Michel Foucault's genealogical perspective, based on the need to problematize power relations in the discourses and knowledge of health professionals who work with the implementation of PEP in a medium-sized city in the central region of Paraná. Twelve interviews were carried out with managers of the HIV/AIDS policy and workers in the services that offer PEP. The discourses about the PEP are discussed, highlighting both the right to access and expansion of preventive possibilities and the prescriptive discourses permeating and constraining its offer. In conclusion, it is pointed out the necessity to qualify the access to PEP, affirming it as a practice of freedom.

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